E os dias começaram a correr. Todo dia eu tentava sair para o intervalo com Nicole, de vez em quando conseguindo. Lanchamos juntos umas duas vezes e em muitas outras ela me dispensou para conversar com outras meninas. Não retomamos nossas aulas, eu ainda me ofereci, mas Nic não quis.
Os professores continuaram os mesmos, e deram bastante assunto. Setembro já estava passando da metade, e as provas parciais estavam chegando.
Ainda tentei mais uma vez, numa terça:
— Nicole, estão chegando as provas. Se quiser estudar novamente, pode contar comigo, ok?
— Ah, pode deixar! Dessa vez estou compreendendo bem o assunto da maioria das disciplinas, e acho que não vou precisar.
E nesse ritmo setembro chegou ao fim. Fiz boas provas de todas as disciplinas, com exceção de uma de geografia, pois duas das questões eram muito subjetivas, e não sei se me expliquei bem.
Dia 2 de outubro Janice veio na sala novamente, na sexta aula.
— Olá, como foram as provas?
Depois de ouvir vários "péssimas!" e "foram horríveis" ou "professor fulano é carrasco", Janice conseguiu acalmar o pessoal e enfim dar seu aviso:
— Como vocês já sabem, no final do mês, mais precisamente dia 30 de outubro, será realizada a I Mega-Gincana. Então vim aqui explicar como será essa união entre Ciências e Gincana. A parte Ciências da coisa ocorrerá normalmente, como nas feiras de anos anteriores. Quem desejar participar, deve formar um grupo com três alunos, procurar um professor orientador e escolher com ele um tema. Os alunos que participarem concorrerão a um ponto na média do semestre na área do projeto. No mínimo, meio ponto está garantido, e os melhores trabalhos ganham mais.
Nesse momento, a classe entrou em polvorosa! Todo mundo já começou a formar as equipes, e até mesmo pensar nos temas. Brad e Tom já falaram comigo, para fazermos algo sobre computadores. Vi que Nicole estava falando com algumas meninas. Tentando acabar com a balbúrdia na sala, a coordenadora aumentou o tom de voz:
— Pessoal!!! Deixem eu acabar de falar! Vocês vão ter quinze dias antes das inscrições de projetos para discutir à vontade seus temas!
Aos poucos a sala se silenciou mais uma vez.
— Bem, cada ponto arrecadado com os projetos vale um ponto para a equipe da série na gincana. E durante todo o dia de apresentações, tarefas serão desempenhadas. Quinze representantes da série não participarão da feira voluntariamente, para intermediar a equipe na gincana. Certas tarefas poderão ser representadas apenas por eles, e em outras eles deverão acionar alguns alunos, que poderão abandonar seus projetos para cumpri-las. Às seis da tarde, a feira acaba e todos os alunos serão reunidos no ginásio, para as três tarefas finais, que valerão mais pontos que quaisquer outras. Todas as tarefas serão mantidas em segredo até a véspera, quando algumas serão reveladas apenas à comissão da equipe. E antes que vocês façam bagunça de novo, podem ir para casa.
Nos dias que se passaram, muita coisa ficou decidida. Acertamos com o professor de matemática para mostrar um software matemático no computador e explicar seu funcionamento. Não perguntei à Nic sobre o que ela iria apresentar. Contudo, dia 17, na véspera das inscrições dos projetos, ela veio falar comigo.
— Max, você já tem projeto pra feira?
— Tenho sim.
— Ah...
— Por quê? Você está sem?
— Não é isso, é que estamos em catorze na comissão da série, e eu ia ver se você não queria participar conosco.
Surpreendentemente consegui fazer a escolha certa em apenas três segundos!
— É mesmo? Puxa, então pode contar comigo. Vou falar aos meninos para ver se eles arrumam quem me substitua.
— Sério, Max? Puxa!!
E passou os braços sobre mim, tascando um beijo em minha face esquerda!
Nunca tive tanta certeza de ter feito a escolha certa numa decisão antes! Mesmo que o dia da Mega-Gincana seja chato, o que não acho que será, só esse beijo e a satisfação dela terá sido suficiente!!
No dia seguinte Nic pegou meu nome completo e me inscreveu. Dia 28 fomos chamados no meio da quarta aula. A diretora Yoko estava nos esperando numa sala desocupada, juntamente com os demais coordenadores do colégio e alunos de todas as equipes. O grupo do 1º ano entrou todo junto. Da minha sala, éramos eu, Nic e Alicia. E tinha mais três de cada um dos cinco primeiros anos. Eu conhecia todos de vista e a maioria de nome. Sentamos numa sala e a diretora começou a falar.
— Bom dia a todos. Estou aqui para explicar o que acontecerá de amanhã em diante. Temos aqui 75 alunos. 15 de cada equipe, que são: 5ª e 6ª séries; 7ª e 8ª séries; 1º ano; 2º ano e; 3º ano. Vocês estão sabendo apenas que amanhã receberão algumas provas e que sábado será a Gincana. Pois bem. Eu entrei em contato com seus pais hoje e eles os autorizaram a fazer o que direi agora. Amanhã às 20 horas todos vocês devem estar chegando nessa sala. Só então passaremos mais instruções. Mas aviso que vocês passarão a noite aqui no colégio!
Todos se entreolharam! Nunca tinham visto algo como isso antes.
— Não precisam trazer roupas para dormir nem alimentos. Haverá um café da manhã na cantina, que ficará aberta durante toda a noite. Tragam apenas muita boa vontade e disposição. Até amanhã.
Saímos estupefatos! Dormir no colégio?! Ou melhor, passar a noite acordado? Com Nicole!??? Oba!!! Com certeza, esse será mais um dia (e noite) que eu não vou esquecer.
Um mês de férias me pareceu um ano. Já não agüentava mais sem ver Nicole, quando finalmente recomeçaram as aulas. Cheguei um pouco mais cedo que de costume para não perder nenhum momento dela. E, alguns segundos antes do professor entrar na sala, ela chegou.
O que um mês não faz... Agora que descobri que o que sinto é amor, tudo é mais intenso. Não deu tempo nem de falar, mas acompanhei cada movimento dela até que ela se sentasse. Os cabelos recém-aparados, na intenção de manter o tamanho que ela gosta, abaixo das orelhas; seus olhos vibrantes, vasculhando cada pessoa e lugar; e sua boca lasciva, um convite para um beijo.
Assisti às três primeiras aulas dividindo minha atenção entre o que o professor explicava e a delicadeza de Nicole. Parecia impossível, mas ela estava mais bonita do que nunca! Seu cabelo fluía suavemente pelo seu rosto, enquanto suas delicadas mãos copiavam algo nos cadernos.
Então chegou a hora do intervalo. Corri em direção ao lugar onde ela estava sentada, antes que se levantasse.
— Olá, Nicole. Como passou as férias?
— Oi, Max. Passei muito bem, e você?
Péssimo! Como poderia ser bom sem você?
— Também.
— Ah, que bom.
Sorri e fiquei ali a observando por alguns instantes enquanto ela arrancava uma folha do caderno e pegava um lápis e uma borracha.
— Max, você pode me dar licença? Tenho que escrever uma carta.
— Claro, claro!
Carta? Para quem? Pai ou mãe? Pensando nisso, nunca perguntei sobre a vida dela. Onde nasceu, quem são os pais, etc.
Meu intervalo murchou sem poder estar ao lado de Nic. Mas, passou rápido ao menos.
Quando entrei na sala para a quarta aula, Janice estava lá. Sentei-me com rapidez e ela começou a falar.
— Bom dia, pessoal. Espero que todos tenham descansado nas férias. Vim aqui falar de uma novidade no colégio. Estabelecemos o calendário semestral de eventos. Então, a cada primeiro dia de aula do semestre, a coordenadora da turma vai à sala e exibe as datas de todos os eventos referentes àquele semestre. E é por isso que estou aqui. Normalmente no segundo semestre temos a Feira de Ciências e a Gincana. Mas a partir desse ano, as duas coisas vão ser uma só. No finalzinho de outubro ocorrerá a primeira Mega-Gincana. As regras eu apresento no início do mês referido. No final de setembro são as provas parciais e no final de novembro as provas de fim de ano. Dia 30 de novembro, quem passar por média entra em férias.
Janice parou, olhou uns papéis em suas mãos e afirmou:
—Bom, acho que era isso que eu tinha para dizer. Hoje podem todos ir para casa mais cedo.
Arrumei minhas coisas para ir embora e quando me dei conta, Nic já tinha ido.
— Eu tenho que me declarar!
— Concordo, Max!
— Se você estiver preparado, acho que sou da mesma opinião do Jamie.
— E mais, garotão! Se você não fizer isso o quanto antes, outro garoto pode fazer e tomar a sua frente.
— Eu me declararei! Direi a ela que a amo.
Eu amo Nicole...
É. Finalmente descobri o significado do amor. Isso pode parecer aos olhos de quem vê uma paixão de adolescente. Pode parecer que eu apenas acho que é amor, mas não tenho maturidade suficiente para discernir que não é. Pode parecer, mas não é assim. Eu sei. Finalmente eu sei. É amor. O que eu sinto por Nic é amor.
As férias estão um saco. Jogo videogame de vez em quando, vejo uns vídeos, durmo bastante, vou ao shopping e... só. Todo mundo da rua, incluindo Fred, com quem eu poderia me divertir está viajando. E mesmo que estivessem na rua, não sei se eu teria saco para andar com eles. Quero mais é ficar só um tempo mesmo. Ou só ou com ela.
Minha mãe ainda pensou em ir visitar minha avó, mas acabou desistindo pra economizar o dinheiro em prol de trocar nosso carro no final do ano. E assim eu fiquei. Sozinho comigo mesmo. Tenho refletido bastante sobre a chance, ou melhor, as chances que deixei escapar e após muito pensar, cheguei à conclusão de que se deveu à minha inexperiência e timidez, e que não se repetirá.
Além de pensar, fiz planos. Sonhei acordado com o momento em que iremos nos beijar. Sonhei acordado nos vendo juntos, viajando juntos, casados, com filhos, trabalhando juntos, curtindo a vida juntos. Só tinha lugar para ela nos meus pensamentos. Imaginei que poderíamos ter um casal de filhos, uma casa grande, dois carros, e um lugar para passar as férias, no campo. Sonhei até mesmo com um cachorro saltitando alegre ao nos ver, seus donos, chegando em casa.
E cheguei até a sonhar dormindo, de verdade, que nós namorávamos. Mas era estranho. Eu sabia que namorávamos, falávamos nisso no sonho, andávamos de mãos dadas, mas, em momento algum ela me beijava. Eu sempre tentava e ela fugia. Se a interpretação dos sonhos coloridos é que vai acontecer o contrário, como dizem, então pode ser que eu tente beijá-la e ela facilite, queira muito também. É, é isso!
Bom, e após todas essas reflexões e delírios de um jovem amando, finalmente as férias estão acabando. Hoje é domingo e amanhã vou ver Nicole novamente. Pela primeira vez, depois que descobri meu amor por ela, vou vê-la. Será que mudou alguma coisa? Será que ela está linda como sempre? É claro. Ah, Nicole...
PARTE I - Capítulo 15: As Maravilhosas Sessões de Estudo Após as Provas
0 comentários Postado por Elvis "Wolvie" às 00:00 Essa semana de provas ficou entre os dias mais felizes da minha vida. Todo dia eu saía apressado e ansioso por encontrar Nicole. E ela veio, todos os dias. Estudamos muita coisa juntos. E além da alegria de passar algum tempo com ela todo dia, eu me sentia recompensado quando ela contava que tinha feito uma boa prova há pouco.
Estudamos geografia, física, química e todas as outras disciplinas. Apenas nas três disciplinas de línguas que cursávamos ela não precisava de ajuda. Era ótima com vocabulário. Em gramática, era razoável, e em literatura precisou da minha ajuda, mas em redação chego a pensar que ela era bem melhor que eu.
Pena que em todos esses dias ela estava com a farda do colégio, ou seja, uma blusa comum e uma calça jeans. Mesmo assim, admirar seus olhos e sua boca me bastava. Quando ela cansava de estudar e ia embora, eu já estava tão abobado, que passava o resto do dia sonhando acordado.
Enfim, as provas acabaram e só então me dei conta de que no dia seguinte eu entraria de férias e passaria um mês sem ver Nicole. Nossa, são muitos dias, como farei para suportar esse sofrimento? Justo agora que nosso relacionamento está ótimo!
Enquanto eu refletia sobre as férias, encontrei Nic saindo da prova de Matemática.
— Max!!! Você não vai acreditar!
— O que foi?!
— Fiz uma ótima prova! Nossa, tava muito fácil! Nunca pensei que eu faria provas assim, tão consciente do que estou fazendo!
— Que bom, Nicole.
— Obrigada, Max! Eu devo isso a você!
Ah, como era ótimo ouvir esse agradecimento saindo da boca dela...
— Que nada, eu só te dei um empurrão, você que estudou bastante!
Enquanto falávamos, ela entrelaçou o braço no meu e me puxou para andar com ela. Estávamos indo na direção da saída do colégio, mas pelo lado, fazendo um caminho mais longo.
Eu nada falava. Estava apenas aproveitando aquela proximidade do corpo dela. Meus hormônios ferviam ao toque de sua pele. E seu perfume... ah, jamais serei capaz de esquecer esse odor!
— Max.
— Oi.
— Você gosta de mim?
Bang! Uma bala perdida tinha invadido meu corpo e destruído meu coração! Só nesse momento eu soube realmente o que é nervosismo. Creio que até ela notou que eu estava tremendo ligeiramente. As palavras estavam embaralhadas na minha cabeça. Eu não era capaz de responder a essa pergunta conscientemente. Meu coração implorava para que eu dissesse sim. Mas faltava-me a coragem. Fiquei calado por uma eternidade.
— Gosta? Ou não?
Sim! Eu gosto! Como gosto, Nic! Essas foram as palavras que meu cérebro me disse, as palavras que eu deveria dizer. Mas não foram essas que saíram pela minha boca.
— Eu? Não. Imagina! Somos só amigos.
Estava tudo acabado. Eu tinha destruído a maior chance da minha vida. Como uma pessoa podia ser tão idiota? Eu estava com vontade de enfiar a minha cabeça em um buraco. Sumir da frente dela!
Ela nada disse até chegarmos ao portão, mas não largou meu braço. Quando lá chegamos, ela viu o ônibus e foi embora, apenas se despedindo:
— Tchau.
O ônibus dela passa assim que chegamos ao portão, quase todas as vezes! Só que hoje eu gostei, não agüentava mais aquela angústia. O sentimento de culpa por ter perdido a oportunidade estava me martelando!
Fui pra casa, arrasado. Eu estou de férias. Sem Nicole por trinta dias. Eu disse a ela que não gostava dela. Mas eu gosto. Minha vida estava acabada.
Assim que almocei, fui conversar com Jamie e Cleve sobre o que tinha ocorrido.
— Max, rapaz! Assim não dá! As forças do universo estão conspirando a seu favor e você nega a ajuda delas? Pô, meu irmão, tu agora perdesse a maior chance da tua vida. Custava ter dito sim? Não precisava fazer mais nada. Ela cuidaria do resto, caramba! Você é um fraco, isso sim!
— Não fala assim com ele, Jamie. Puxa, Max, você é tímido, ponha na sua cabeça que é importante para você perder sua timidez. Aos poucos você vai conseguindo. A vida é cheia de oportunidades, e tenho certeza de que você não vai perder a próxima.
— É, eu não sei.
Passei dois dias na cama pensando sobre o assunto. Só levantei para ver TV e conversar na Internet, além de comer, tomar banho e etc., claro.
Então, ao final do segundo dia, eu estava deitado na cama, revendo mentalmente todos os bons momentos que tive com Nicole até hoje. E me dei conta de como eu me alterava ao lado dela. Como a vida tinha mudado. Como minha felicidade agora dependia dela. Como o mundo estava agora dividido em Nicole e os outros. Só ela importava. Só com ela eu tinha alegria. Ela era meu mundo.
É amor. É isso. Eu amo Nicole. Não há outra explicação! Nunca vi nada igual. Nunca senti nada igual. Meus sentimentos por ela são capazes de mover uma multidão. Amor. Eu amo Nic. Max e Nic. Ela ainda vai ser minha. Ela vai me amar também. Seremos felizes. Amor.
Eu amo Nicole...
A próxima terça foi mais distante do que eu esperava. Na semana seguinte à nossa primeira tarde de estudos, ela me avisou que não iria, pois tinha que resolver uns problemas. Não me explicou que problemas eram esses. Na terça seguinte, ela não foi para o colégio pela manhã, nem pela tarde para nosso encontro. Eu obviamente fui, pois caso ela fosse, eu só teria a ganhar. Esperei duas horas com o livro de física em mãos e ela não chegou. Como não me deu seu telefone ainda, nem eu pedi, fiquei de bobeira.
Apenas dois dias depois ela apareceu para assistir aula e falou-me que estava doente e não pôde comparecer. Na quinta da semana seguinte começariam as provas. Mal tínhamos estudado. Mas na terça, apenas dois dias antes das provas de meio de ano, ela me garantiu que ia. E foi.
Chegou como eu queria na outra vez. Usava uma saia azul-claro, um palmo acima dos joelhos, e uma mini-blusa colada, branca. Ela nunca tinha estado tão sexy antes. Seus cabelos estavam molhados, e exalavam um doce perfume inebriante. Sentou ao meu lado, colocando a bolsa em cima da mesa. Quase enlouqueci, perdido no odor que inundava o ambiente ao redor dela.
— Oi, Max.
— O-oi.
Eu estava visivelmente nervoso e sem jeito.
— Max, preciso de um milagre.
— Como assim?
— As provas já vão começar. Será que você seria capaz de me deixar pronto para elas em tão pouco tempo?
— Bem, só com a tarde de hoje vai ficar meio complicado mesmo.
— E se a gente estudasse após as provas? Digo, entre dez da manhã e uma da tarde? Hoje a gente estuda história, o assunto da prova de quinta, e todo dia estudamos o assunto da prova do dia seguinte.
Não acredito! Ela está pedindo para passar mais tempo comigo! Ainda há esperanças, como eu pensava. Ela gosta de mim. Tudo está se tornando mais fácil. Só depende da minha coragem agora deixá-la saber que eu gosto dela. Então seremos finalmente um casal.
— Boa idéia, Nicole. Pra mim, tá ótimo.
— Que bom! Então vamos logo estudar história.
Lemos alguns trechos de vários capítulos do livro, que pedi à Dona Matilda, falamos da Mesopotâmia e do Egito. Da poderosa e bela Babilônia às dinastias de Faraós que regiam o povo à beira do Nilo. Falamos ainda de todas as épocas da Grécia, seu apogeu e sua decadência. E surpreendentemente, ao final de nosso debate sobre história antiga, Nic estava sabendo de tudo.
— Brigada, Max. Você está me ajudando muito.
Eu apenas ruborizei, e nada consegui dizer em resposta. Ela se levantou e começou a arrumar a mochila. Devolvi o livro, e saímos. A situação poderia se repetir, e eu não podia deixar escapar. "Pegar em seu pescoço e beijar seus lábios". É. Eu não podia perder mais uma chance dessas.
Contudo, estávamos apenas nos portões do colégio, quando ela correu, avistando seu ônibus. Não pude nem me despedir direito. Apenas acenei quando ela entrou e olhou para mim da janela, acenando de volta.
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